• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “É cansativo porque toda hora o meu grupo de amigos se desfaz”


Fazer amigos é uma tarefa muito difícil para quem decide morar fora do Brasil.


No começo até existe uma conexão com outras pessoas porque todos estão chegando, começando a aprender uma nova língua e ainda não tem uma rotina de trabalho estabelecida, mas, à medida que o tempo passa esses amigos do início começam a se dispersar.


Horário de trabalho incompatíveis, eventos sociais diferentes, a verdade é com o passar do tempo, percebe-se que os laços que uniram essas pessoas inicialmente não eram tão profundos, e seja por diferenças de personalidade ou divergências de pontos de vistas, essas pessoas acabam se afastando.


Passado o período de “lua de mel” onde a vida no exterior deixa de ser perfeita e maravilhosa, ou seja, quando se estabelece uma rotina normal, vem à tona uma sensação de isolamento e a necessidade de criar conexões mais profundas de amizades.


Acontece que encontrar um grupo de amigos onde a pessoa verdadeiramente se identifique também não é fácil nessa segunda fase da vida no exterior.


O dia a dia de quem mora fora do seu país de origem, geralmente é muito movimentado, são os cursos, o trabalho, a pessoas se envolvem em várias atividades que muitas vezes além de ocupar os dias da semana ocupam os finais de semana também.


Mas, mesmo com muita dificuldade algumas pessoas conseguem nesses ambientes em que elas frequentam, desenvolver relações com pessoas com as quais elas se identificam e muitas vezes passam a considerar essas pessoas como família.


Aí, vem a terceira fase da vida no exterior onde a busca por estabilidade, melhor qualidade de vida, um lugar onde a possibilidade de conseguir um visto de permanência ou cidadania seja maior ou mesmo um relacionamento amoroso levam as pessoas a se dispersarem pelo país, mudando de cidade.


Quando isso acontece, aquele que fica, muitas vezes sente que voltou à estaca zero e se vê sozinho novamente tendo que recomeçar.


Esse recomeço, pode ser ainda mais difícil, a pessoa não tem o mesmo entusiasmo e a mesma disposição para os eventos sociais, a idade já não é a mesma, ou seja, a disponibilidade para começar tudo do zero está comprometida.


Se você está passando por isso, essa pode ser a sua chance para deixar a solidão de lado e viver um momento de maior plenitude consigo mesmo. Procure poucos amigos, um ou dois, mas que sejam pessoas com as quais você se identifique verdadeiramente, pode ser alguém do trabalho, um vizinho ou um colega de curso, mas que sejam pessoas com quem você tenha afinidade e não simplesmente por conveniência.


É importante também aproveitar ao máximo os momentos que você tem para ficar sozinho para se desenvolver individualmente, fazendo um esporte, meditação, aprendendo uma nova habilidade, cultivando aquilo que há de melhor em você.


Ao fazer isso abre-se naturalmente um novo ciclo na sua vida e a partir daí novas possibilidades podem se apresentar, representando uma grande oportunidade para o seu desenvolvimento interpessoal e para o encontro com pessoas com quem você possa dividir a sua jornada de uma maneira fluida e saudável.


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Quem escreve:

Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.

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