• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “É duro dizer, mas, percebi que a residência permanente não traz felicidade”


Para a maioria das pessoas que se mudaram para fora do Brasil e decidiram que querem ficar naquele país, o maior sonho é obter o visto de residência permanente.


Devido aos processos, este sonho demora alguns anos para ser realizado, pois envolve muitos requerimentos, provas de proficiência na língua que são bem difíceis e, além disso na maioria dos países, exige-se um tempo mínimo morando no local e um sistema de pontuação a ser atingida.


Esse processo requer muita dedicação, paciência e normalmente está cercado de altos e baixos, deixando as pessoas muito fragilizadas, visto que toda a sua expectativa de felicidade e realização está voltada para essa conquista, se tornar residente permanente no país em que escolheu viver.


Porém, depois que esse objetivo finalmente é atingido, a vida não muda num passe de mágica.


Muitas vezes a busca pela residência permanente serviu como válvula de escape, fazendo com que a pessoa focasse apenas nesse processo, deixando de lado outras questões importantes da sua vida, como por exemplo, as suas relações amorosas e o autocuidado com o corpo e a mente.


Usando como desculpa a busca pelo visto, algumas pessoas suportam relacionamentos ruins porque não podem se separar, já que o visto em alguns casos, é em conjunto. Outras pessoas, se dedicam demais ao trabalho deixando de praticar atividades físicas e abrindo mão de uma alimentação saudável.


Ou seja, a busca em atingir o objetivo principal na vida que é a residência permanente, faz com que algumas pessoas não percebam ou simplesmente ignorem outros problemas que as rodeiam.


Acontece, que quando o tão sonhado visto chega, tudo vem à tona, e um momento tão esperado, que era para ser de alegria e felicidade acaba deixando um grande vazio.


A pessoa não tem mais que trabalhar muitas horas para atingir a pontuação necessária, não precisa permanecer naquele relacionamento desgastado. Sua grande justificativa para não ter que olhar para as suas próprias dores não existe mais.


Se você se encontra nesse momento da sua vida, é importante olhar para si mesmo e tentar identificar o que você deixou de lado ao longo dos anos em que esteve nessa jornada na busca pelo visto de permanência.


Muitas vezes nos entramos num modo de vida que nos coloca em uma procrastinação produtiva, onde o foco fica totalmente voltado para algo maior e importante fazendo com que deixemos de olhar para outros campos que também são importantes em nossa vida, mas, que do ponto de vista emocional são mais difíceis de serem encarados.


Se você está vivendo essa situação é necessário dar uma pausa e não pular para um novo grande objetivo, como a cidadania ou a mudança para um novo país.

Talvez esse vazio que você está sentindo, seja a oportunidade que você precisa para olhar para si mesmo e cuidar das questões que você deixou em segundo plano até agora.


Busque a sua rede de apoio, seus amigos e familiares, pessoas com as quais você tenha maior intimidade para falar sobre suas dificuldades, seus problemas e pensamentos. Conversar com alguém em quem você confia é essencial nesse momento.


Mas, se você perceber que mesmo com o suporte das pessoas próximas não está conseguindo encontrar um novo sentido para a sua vida e lidar com essas questões que foram negligenciadas por tanto tempo, procure apoio psicológico.


Um psicólogo poderá lhe auxiliar a lidar com essas questões difíceis que você vem evitando há tanto tempo.


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Quem escreve:

Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.

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