• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “É muito difícil fazer amizades na vida adulta”

Updated: Mar 12




A mudança de país geralmente vem acompanhada de muita expectativa com relação a nova cultura e as pessoas locais.


Existe uma necessidade de se integrar a nova sociedade. Criar uma rede de amigos, com os quais possa sair, dividir a vida e principalmente contar nos momentos de dificuldades.


Acontece, que o processo de fazer amizades quando se é criança ou adolescente é muito natural, ocorre rápido e facilmente. As atividades e situações de desenvolvimento de projetos na escola e na faculdade facilitam esse entrosamento.


Na vida adulta as coisas não funcionam assim. A convivência no trabalho nem sempre é amistosa. Além de ser um ambiente que envolve muita competição, ainda existe a necessidade em agradar os superiores e em provar que é o melhor no que faz.


Além disso, normalmente os círculos de amizades nas empresas, já estão formados. Algumas pessoas já tem família constituída para dar atenção. Todos esses fatores tornam a criação de vínculo com pessoas novas e hábitos culturais diferentes, ainda mais difícil.


Essa dificuldade em se aproximar das pessoas locais gera um afastamento significativo aos imigrantes, que buscam então, fazer amizades com outros estrangeiros.


No entanto, independentemente do local de origem, os estrangeiros também possuem suas raízes culturais, que podem ser bem diferentes das suas. Logo, o fato de se sentir sozinho e precisar de companhia não é determinante para criar conexão.


Diferenças culturais, comportamentais e religiosas podem impedir a criação de uma maior afinidade, e ainda gerar conflitos interpessoais. Se manter em grupos, apenas para não se sentir sozinho, além de não agregar, pode ser danoso a sua saúde mental.


É importante se colocar em situações onde sejam possíveis conhecer pessoas, sejam elas imigrantes ou locais. Porém, o ideal é buscar fazer amizades com indivíduos que tenham os mesmos valores que os seus. Pessoas que se encaixem no seu estilo de vida e que estejam em busca do mesmo propósito.


Sair de relações que não estão te fazendo bem e não agregam valor a sua vida, também é necessário.


A dica é, se abra para novas amizades e para as oportunidades de conhecer pessoas, com positividade e reciprocidade.


Entretanto, esteja atento para identificar aqueles que realmente podem somar na sua vida, e se afastar daqueles que não tem nada a ver com você, e que algumas vezes podem até te desviar do seu objetivo inicial.


Mas, se você sente que está cansado de se colocar em relações sociais que não te agradam e por isso acabou ficando mais recluso, talvez seja importante repensar essa estratégia.


Manter-se isolado pode impactar ainda mais o seu bem estar físico e psicológico. Procure fazer um trabalho de auto análise, de avaliação de si mesmo, dos seus propósitos, objetivos e estilo de vida. Assim será possível desenvolver técnicas para construir relações que sejam significativas para você a longo prazo.


O afastamento social, nem sempre se deve à falta de oportunidade em conhecer pessoas ou a ausência de pessoas de referência ao seu redor.


Esse isolamento pode significar que você está vivenciando um momento de tristeza mais profunda, que está lhe impedindo de se expressar emocionalmente. O processo psicoterapêutico pode ser o seu aliado nessa jornada.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui

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