• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Me culpo por não estar presente na velhice dos meus pais"


Ao decidir morar fora do Brasil a pessoa está muito focada em seus próprios objetivos e tentando entender como será essa nova vida no exterior.


Seus pensamentos e esforços são dedicados às dificuldades iniciais, que são enfrentadas pela maioria dos imigrantes, como aprender o idioma local, se adaptar à cultura e conseguir um emprego.


A partir do momento em que a vida está minimamente organizada, já com trabalho e vínculos de amizade estabelecidos, essa atenção deixa de estar completamente voltada para a própria vida, e o imigrante começa a se envolver mais com os problemas da sua família que ficou no Brasil.


Dentre esses problemas está o envelhecimento dos seus pais ou das pessoas pelas quais ele se sente responsável.


Essa situação não é incomum, já que muitas pessoas depois de 5 a 10 anos morando fora começam a perceber que seus pais tiveram alguma perda da capacidade cognitiva ou que estão dificuldade em realizar certas atividades que antes eles desenvolviam com facilidade.


Em alguns casos, ao sair do Brasil, os pais do imigrante ainda estavam no mercado de trabalho e, com o passar do tempo, se aposentaram tornando-se ociosos ou apresentando problemas de saúde mental.


Essa nova realidade acaba trazendo para o brasileiro que vive no exterior, preocupações que, antes de sair do Brasil, ele não tinha.


Diante da distância física existente, a tecnologia pode ser a grande aliada, permitindo ver e conversar sobre as dificuldades, apresentando através das telas algumas soluções que a pessoa possa implementar sozinha.


Mas aí, podem aparecer outras barreiras. Muitos idosos tem dificuldade em lidar com a tecnologia e sem uma pessoa mais jovem com essa habilidade para auxiliar de perto, aquele idoso pode não conseguir fazer o que está sendo instruído.


Sem uma rede de apoio, fica muito difícil utilizar determinados artifícios que possam melhorar a qualidade de vida daquele ente querido que está longe e sem o seu apoio presencial.


Quando se tem uma rede de apoio, existe a possibilidade de pedir alguns favores, porém, nem sempre isso é possível, seja pela dificuldade das pessoas em estarem por perto para ajudar em determinadas situações diárias ou, porque muitas vezes o idoso não permite que uma pessoa fora da sua intimidade participe do problema que ele está experenciando.


A verdade é que cuidar de idosos é muito diferente do que cuidar de crianças. Isso porque sobre as crianças ainda se exerce algum tipo de autoridade, o que facilita o cuidado.


No caso dos idosos, os filhos que agora são adultos, ainda são vistos como pessoas sem autoridade sobre os pais, por isso muitas das sugestões e das intervenções que os filhos tentam fazer são recebidas com certa resistência.


Isso pode acontecer por vários motivos, como diferença cultural, barreiras tecnológicas e até mesmo por crenças ou princípios que diferem de acordo com a idade.


Nesse momento é preciso demonstrar muito amor e paciência para convencê-los de que o seu objetivo com as suas sugestões é proporcionar a eles uma melhor qualidade de vida, seja com a contratação de uma cuidadora, alguém para ajudar na limpeza da casa, um fisioterapeuta ou até mesmo a compra de algum equipamento eletrônico para auxiliar nas atividades domésticas.


A deterioração das capacidades cognitivas e físicas dos pais acaba afetando a saúde mental dos filhos que estão no exterior. A culpa por não estar presente para ajudar, oferecendo o acolhimento e o carinho necessários nesse momento de necessidade, causa muito sofrimento.


É importante lembrar, que para cuidar do outro precisamos estar bem, e em algumas situações para nos sentirmos bem, o apoio psicológico pode ser o nosso grande aliado.


O processo terapêutico poderá auxiliar o brasileiro que vive no exterior a trabalhar as suas emoções, possibilitando assim uma relação mais harmônica com os pais que estão no Brasil e ainda poderá ajudá-lo a lidar com seus próprios medos e sentimento de culpa.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.



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