• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Me sinto desamparado(a) porque se eu falhar não tenho para onde voltar” 


Muitas pessoas que estão fora do Brasil, saíram visando construir uma vida no exterior e traçar uma jornada permanente no lugar em que escolheram viver. Sendo assim, elas se dedicam para alcançar tal objetivo.


Nos primeiros anos da vida em outro país, as pessoas estão tentando se adaptar, se conectar com a cultura local, aprender a nova língua, desenvolver habilidades necessárias para ter bons trabalhos e para se estruturar enquanto profissionais e indivíduos naquele país.


Acontece que, enquanto o imigrante está tentando se adaptar ao novo país, o contexto familiar em que ele se encontrava anteriormente também está se reorganizando.


Com a passagem dos anos, muitas vezes aquele quarto em que ele vivia, acaba sendo utilizado pelas pessoas da família para outro propósito, como, por exemplo, uma academia, um escritório, ou até mesmo, passa a ser ocupado por outro familiar.


Essas são situações que geralmente acontecem com pessoas que deixaram a casa dos pais, diretamente para morar no exterior.


Para as pessoas que já tinham saído da casa dos pais antes de fazer essa transição para a vida fora do Brasil, esse cenário e ainda mais complexo, visto que elas já não tinham um espaço na casa dos pais há muito mais tempo.


Nesse caso, estão pessoas que viviam de aluguel e tiveram que se desfazer de todos os seus móveis e eletrodomésticos ao irem para o exterior, ou pessoas que tinham sua casa ou apartamento próprio, mas precisaram vender para financiar a viagem para fora do Brasil ou para arcar com as suas responsabilidades financeiras.


Então, ao pensar em retornar para o Brasil, essas pessoas precisam considerar que o lugar que eles chamavam de casa, não existe mais.


Essa realidade de não ter para onde voltar, faz com que muitas pessoas se sintam desamparadas e com a sensação de que não podem falhar na missão de se estabelecer e ser bem-sucedido na vida no exterior.


Os momentos de dificuldades vividos pelos imigrantes, muitas vezes são pouco compreendidos pela rede de apoio que ficou no Brasil e isso também traz uma sensação de desamparo, porque a pessoa sente que não tem para onde voltar caso ela decida que aquele não era o caminho certo a seguir.


Não se sentir apoiada e compreendida por aqueles que mais ama, faz com que a pessoa se sinta ainda mais sozinha nos seus pensamentos, e isso muitas vezes pode torná-la incapaz de lidar com a carga emocional que essas dificuldades do dia a dia podem estar exercendo sobre ela.


Esse é um momento difícil e que pode colocar as pessoas em situações delicadas, levando-as a quadros importantes de ansiedade ou até mesmo a episódios depressivos.


Se você perceber que está vivendo uma situação como essa, é importante agir com sabedoria e buscar o apoio de um profissional.


O apoio psicológico é um caminho de autoconhecimento e observação dos fatores que estão te levando a esse estado mental e pode te ajudar a manejar melhor as suas emoções, pensamentos e no entendimento na hora de definir os rumos a serem tomados.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.




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