• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Melhorei de vida, mas não consigo viver isso sem sentir culpa”


Muitas pessoas que saem do Brasil, vão em busca de uma vida diferente da que elas viviam, longe da carência de recursos, onde não se tinha opções e nem dinheiro para o lazer.


Viver no exterior proporciona a realização de muitas conquistas que no Brasil eram quase impossíveis de acontecer e isso pode causar uma grande divergência de sentimentos na cabeça de alguns.


É comum que as pessoas do seu contexto social original no Brasil, acreditem ou imaginem que aquele que foi morar fora se tornou uma pessoa rica, uma pessoa de posses.


Isso acontece por conta da divulgação da rotina de vida nas redes socias, imagens das viagens, de fotos utilizando produtos e acessórios que são caros no Brasil, ou fora da realidade financeira de muitas famílias.


Todo esse cenário acaba gerando um sentimento de culpa, pois já que a pessoa melhorou de vida, tem o dever de ajudar aqueles que ficaram no Brasil.


Por outro lado, dentro da pessoa que escolheu morar fora, existe sim, um desejo de desfrutar de tudo aquilo que ela não podia com o seu salário no Brasil. Então ela passa a investir no que lhe traz satisfação, viagens, roupas e acessórios de marca.


Mas ao se deparar com os olhares julgadores das outras pessoas por conta da sua ascensão, ela acaba se sentindo triste e culpada.


Perceber que familiares e amigos mais íntimos não a veem mais como antes e muitas vezes ainda passam a pedir dinheiro e presentes ou a tratar como se a ela tivesse “ficado rica e esquecido dos pobres” causa muita dor e sofrimento.


A realidade é que muitos itens que no Brasil são extremamente caros, como viagens, celulares, roupas e acessórios de marca. No exterior são coisas que cabem no orçamento da maioria das pessoas que têm um trabalho relativamente estável.


Isso também se deve ao fato de que nos países de primeiro mundo a desigualdade social é muito menor, proporcionando maior acesso aos itens de desejo da maioria das pessoas.

Para quem ficou no Brasil, isso é muito difícil de ser entendido, visto que para elas, viajar ou possuir acessórios e roupas de marca são sonhos inatingíveis. Muitos brasileiros que moram longe da costa brasileira nunca tiveram se quer a oportunidade de ver o mar.


Daí a dificuldade em entender essas diferenças de recursos, levando alguns brasileiros a recorrerem aos falsificados diante da impossibilidade em adquirir produtos de marca original, para demonstrar aos amigos e familiares um status social que nem sempre eles verdadeiramente têm.


Toda essa disparidade entre o Brasil e a maioria dos países de primeiro mundo faz com que o brasileiro que decidiu viver no exterior se torne uma pessoa diferente das pessoas que ficaram no país.


Essas diferenças, em alguns casos vem acompanhada de solidão e tristeza, impedindo que a pessoa aproveite e desfrute de tudo o que conquistou com seu trabalho árduo e com todas as dificuldades enfrentadas até chegar onde chegou.


Se você está passando por uma situação como esta, é importante saber a diferença entre se disponibilizar a ajudar as pessoas e abrir mão da sua felicidade em prol desse sentimento de culpa, distanciamento e solidão.


É preciso entender que você criou sua própria trajetória e tem direito de usufruir daquilo que trabalhou para ter, seja um dia de folga na praia, uma viagem para um lugar legal, um relógio bacana ou um calçado ou roupa de marca.


Entenda que são coisas importantes para você, para que realize suas atividades, para se sentir pleno, para que você viva efetivamente todas as coisas positivas que sonhou em conquistar no exterior.


Se for da sua vontade e estiver dentro das suas possibilidades ajudar aqueles familiares e amigos mais íntimos que ficaram no Brasil, isso também pode fazer parte da sua organização financeira, porém, lembre-se sempre de preservar a sua saúde mental.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui

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