• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Não estou conseguindo sair da zona de desconforto”

Updated: Mar 12



Saímos do Brasil justamente em busca de nos libertarmos da nossa zona de conforto. Deixamos pra trás tudo aquilo que nos é confortável e estável: família, amigos, carreira, moradia, rotina... Cansamos da mesmice da rotina e saímos a procura do desconhecido. Queremos viver novas experiências, conhecer novas pessoas, tudo aquilo que imaginamos que vida no exterior pode nos proporcionar. Muitas vezes, principalmente enquanto jovens, queremos correr da estabilidade. Ter uma vida “pacata e tranquila” não nos parece nada atraente. Mas e quando cansamos do desconforto? E quando um pouco de estabilidade passa a ser tudo o que queremos?


No começo, encaramos o desconforto da vida de imigrante como algo positivo. A nova rotina, repleta de adversidades, pode ser desafiadora, mas ao mesmo tempo nos dá uma sensação de crescimento, conquista e evolução. A sensação de independência e liberdade é somada à alegria e excitação que os recomeços nos trazem. Tudo é novidade. Cada dia representa novos lugares, novos sabores, novos amigos.. Depois de um tempo, começa a surgir o incômodo da eterna inconstância dos dias. Sim, exatamente o oposto do que nos fez sair do nosso país de origem, agora nos faz falta. Cansamos da instabilidade. Trabalhamos em empregos fora da nossa área profissional, em empregos que nos exigem muito, causando cansaço físico e mental. Criamos laços com pessoas e em poucos meses elas se despedem. Compartilhamos moradias com várias pessoas, algumas que se comportam feito adolescentes. A fluência no idioma local parece não chegar. Começamos a nos questionar quando a tranquilidade irá dar as caras.


Esses momentos podem gerar sentimentos de tristeza, angústia e até desespero. Precisamos e buscamos alternativas para nos manter motivados. Em primeiro lugar, lembre-se dos motivos que te fizeram tomar a decisão de morar no exterior e avalie se ainda faz sentido pra você. Nós estamos em constante mudança e não há problema em voltar atrás nas nossas decisões. Desenhe seu projeto de vida, coloque no papel tudo o que está passando pela sua cabeça. Além disso, conte com a sua rede de apoio. Fale com amigos e familiares mais próximos a respeito dos seus sentimentos. Se sentir dificuldade de entender e organizar os seus pensamentos, busque ajuda profissional.


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Quem escreve:

Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.

Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo.

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