• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Não me conecto com o propósito do meu trabalho, então não tenho motivação"


Uma boa parte dos brasileiros que vão morar no exterior partem com a ideia de mudança de vida, de experienciar uma nova cultura e também com o propósito de obter melhores oportunidades profissionais através do aprendizado da língua estrangeira. Acontece que nesse processo, muitas das pessoas que foram para outro país fazer um intercâmbio decidem permanecer no país que estão vivendo. Isso faz com que elas percebam que aqueles trabalhos que elas estavam exercendo de maneira temporária, e que são mais comuns de serem exercidos por imigrantes - dentre eles, faxineiro, garçom ou trabalhos na construção civil, vão deixar de ser trabalhos temporários e vão se tornar permanentes nas suas vidas. Essa percepção traz algumas implicações. Não se conectar com o propósito da atividade exercida, não se sentir à vontade em realizar aquela atividade laboral, não sentir prazer em ir trabalhar diariamente e não ver como aquilo pode contribuir para as suas vidas a longo prazo são fatores que acabam levando as pessoas a uma grande desmotivação. Essa é uma situação muito difícil, porque por mais que os trabalhos comumente exercidos por imigrantes paguem salários dignos para que as pessoas possam viver suas vidas, ter suas casas e adquirir alguns bens materiais, eles são muito desgastantes para a saúde física e para a saúde mental, deixando as pessoas exaustas emocional e fisicamente. No momento em que a pessoa se dá conta de todos esses pontos negativos, ela também começa a pensar em como alguns aspectos do seu trabalho no Brasil eram positivos e, começa a sentir falta da realidade que vivia. Trabalhar em escritório, com ar condicionado, com horário fixo, salário fixo e atuar na área para a qual estudou para ter um diploma passam a ser objetivos a serem conquistados no exterior. Entretanto, para alcançar esse objetivo é preciso passar por um processo longo e complexo, que é o processo de qualificação no exterior ou de validação das suas qualificações profissionais obtidas no Brasil. A realidade é que os países tentam proteger os seus mercados de trabalho autorizando as pessoas a exercerem suas profissões somente após terem adquirido ou validado seus diplomas naquele país, o que é compreensível, visto que existem instituições do mundo inteiro, com níveis diferentes de exigência e de qualidade, emitindo diplomas de médico, engenheiro, administrador, etc. Por conta disso, para realmente entrar no mercado de trabalho como um profissional qualificado existe um caminho bem burocrático. É uma demanda que envolve a contratação de pessoas capacitadas para rever a documentação, fazer traduções juramentadas e, no caso de algumas profissões, ainda é necessário um longo período de supervisão e/ou cursos adicionais; mesmo que a pessoa já seja um profissional extremamente qualificado no Brasil. Por ser um processo muito demorado e por custar caro, as pessoas acabam perdendo a motivação em buscar essa validação, já que, não há nenhuma garantia de que ao final de todo o processo essa pessoa consiga a sua permissão para trabalhar legalmente naquele país. Dado o conflito de não conseguir se satisfazer profissionalmente no país em que escolheram viver, ou mesmo se sentindo satisfeito profissionalmente, mas percebendo que aquele trabalho está deteriorando sua saúde física e/ou mental, algumas pessoas começam se questionar sobre o desejo de retornar ao Brasil. Todas essas questões são muito profundas e difíceis de serem enfrentadas, principalmente quando nos encontramos em um ambiente onde não temos muitos amigos ou familiares para dividir as angústias e incertezas. A realidade é que a insatisfação profissional tem um impacto muito grande na saúde emocional e na qualidade de vida das pessoas. Considerando as consequências que a desmotivação relacionada a esfera do trabalho pode trazer para a vida da pessoa, é importante salientar que o apoio profissional pode ser necessário para que ela consiga entender de uma maneira mais ampla os seus sentimentos.

O apoio psicológico poderá lhe auxiliar, contribuindo de maneira acolhedora para a resolução da decisão a ser tomada, avaliando os prós e contras e as implicações que essa decisão terá no seu bem-estar e na sua qualidade de vida.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.


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