• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no Exterior: "no fundo, todos aqui estão fugindo de alguma coisa"

Updated: Mar 12

Os objetivos das pessoas que decidem viver no exterior geralmente incluem desenvolver a habilidade em um novo idioma, melhorar seu padrão de vida e conquistar independência, além de explorar outros ambientes e culturas. Pelo menos, é isso que elas contam nas rodas de conversa com os amigos e o que falam para a família quando decidem mudar.


A verdade, porém, é que o objetivo real de alguns, é fugir de alguma situação que estava lhe fazendo mal. Afastar-se de famílias opressoras ou famílias não acolhedoras são dois exemplos disso.


Muitos são os conflitos existentes no ambiente familiar, que vão desde simples problemas de convivência por incompatibilidade de gênios, até problemas de ordem psicológica. Em alguns casos, isso torna difícil levar uma vida saudável e plena.


Outras pessoas querem deixar para trás um divórcio ou o fim de um namoro, afastando-se de tudo que lembra o relacionamento e o projeto de vida que tinham com o(a) parceiro(a). Para essas pessoas, mudar de país representa modificar totalmente o rumo da sua história, desbravando novos mundos.


Há também aqueles que fogem de situações que representam risco à sua integridade física; pessoas que desejam viver em um país mais seguro sem o medo da violência das ruas. A ideia de poder atender o celular em público ou simplesmente andar pela cidade sem o temor de ser assaltado (ou coisa pior) faz com que muitos decidam sair do Brasil.


Pessoas negras, de religiões de matriz africana, as que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ e as mulheres também costumam ser vítimas de violência física e verbal nas ruas das cidades Brasileiras. É comum que as pessoas destes grupos minoritários sejam vítimas de racismo, intolerância religiosa, homofobia e machismo; ainda muito presentes no Brasil.


Em um primeiro momento, sair do país pode representar uma solução para todos esses problemas experenciados. Entretanto, em um nível mais profundo, todos continuamos sendo afetados de alguma forma por nossas memórias e pelas experiências por nós vividas; sejam elas boas ou ruins.


Por um certo período, podemos até esquecer ou deixar guardado tudo o que nos machucou ou que nos causou dor e sofrimento. Porém, após um tempo vivendo em outro país, esses traumas podem vir à tona de alguma forma, como uma lembrança no contato com a família, ou com a vivência de alguma situação parecida.


É importante olhar para essas questões do passado e ressignificá-las, visto que o que vivemos, influencia diretamente na nossa qualidade de vida e na nossa saúde mental no presente.


Precisamos encarar nossa história e tentar dar um direcionamento para que os problemas enfrentados não se tornem um fardo em nossa rotina atual ou futura.


Nesse processo, o apoio psicológico pode ser um grande aliado, uma vez que nos traz a possibilidade de conquistarmos mais autonomia emocional, por intermédio do autoconhecimento.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.


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