• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “O caminho para a residência permanente cansa demais...”

Updated: Mar 12



A maioria das pessoas que saem do Brasil têm o objetivo de fazer um intercâmbio ou de, simplesmente, passar um tempo fora. Acontece que muitos acabam transformando essa experiência, que seria de pouco meses ou alguns anos, em algo que se deseja estender... Assim, o desejo de ficar em um país estrangeiro se torna um projeto de vida.


Os motivos são variados. Alguns simplesmente não se veem mais retornando à vida no Brasil depois de terem vivido tantas experiências positivas como: qualidade de vida, segurança pública e oportunidades de melhoria financeira através dos estudos e do trabalho. Outras pessoas acabam se distanciando da vida no Brasil por motivos amorosos. Isso mesmo... alguns encontram o amor no país estrangeiro e por isso acabam não retornando ao Brasil.


Como vocês podem ver, os motivos que fazem algumas pessoas tentarem permanecer no exterior de maneira definitiva são muitos. O que acontece é que a partir do momento em que se define essa meta, a busca pelo visto de permanência torna-se algo muito cansativo.

Visando agilizar a burocracia e gastar o mínimo de dinheiro possível, alguns brasileiros optam por cursos distantes de suas habilidades ou áreas de interesse, por exemplo. Outros aceitam realizar trabalhos com os quais não se identificam, ou que prejudicam a sua saúde física e mental ao longo do tempo.


O distanciamento dos seus interesses e habilidades naturais, além das mudanças constantes nas regras que envolvem a aplicação para o visto de residência permanente trazem muita insatisfação e instabilidade emocional. Ao longo desse processo, muitas pessoas acabam desenvolvendo sintomas de depressão, de ansiedade, se sentem sozinhas e desamparadas.


Parece algo simples quando está no plano das ideias, mas em muitos países pode ser um processo que pode durar cinco, seis anos ou mais, se considerarmos a chegada do brasileiro no país até a obtenção do visto de permanência.

Nas conversas entre amigos, as pessoas costumam falar muito sobre esse assunto, já que o visto de permanência, ou a cidadania, garantem os direitos de viver, trabalhar, acessar a saúde e a educação daquele país, definitivamente. É o sonho e o desejo de muitos; é algo que muitos buscam com afinco diariamente... Por isso, esse assunto recorrente faz com que as pessoas sintam uma insegurança constante.


As dificuldades que os brasileiros enfrentam incluem lidar com empregos ou chefes que os diminuem, se dedicar a áreas de estudo que muitas vezes não lhe interessam, inclusive pagando muito caro por estes estudos. Tudo isso faz com que hajam questionamentos sobre esta jornada. Afinal, "será que vale a pena fazer tudo que eu estou fazendo para permanecer neste país?".


Na minha experiência vivendo fora do Brasil durante muitos anos, eu vi de perto muitas pessoas desistirem... e em alguns casos, desistirem bem perto de conseguirem o seu objetivo. Por isso, se você é uma pessoa que tem este objetivo, saiba que é um processo que vai ser muito longo e que, durante esse período, você precisará estar alinhado com a sua saúde mental e física.

O processo por vezes envolve trabalhos estressantes e horas de estudos que podem não te nutrir enquanto indivíduo. Por isso, você precisa se dedicar a coisas que te façam feliz, que te equilibrem e te deixem forte para enfrentar e resolver o que é necessário. Há pessoas que se privam de praticamente de tudo que gostam, pensando em guardar dinheiro pra aplicação do visto e não conseguem aguentar tanta privação por tantos anos seguidos.

Imagina que ao longo do tempo, essa privação pode causar um efeito ruim na sua saúde mental, podendo até te adoecer fisicamente, te impedindo de trabalhar por exemplo... É importante dedicar tempo pra socializar e praticar atividade física. Também é salutar reservar uma quantia para comprar as coisas que você gosta, ir em um restaurante legal e tirar o “foco do visto” de vez em quando.


É imprescindível também dividir os seus problemas, questionamentos e dúvidas com a sua rede de apoio, que são pessoas que estarão ao seu lado e que vão te ouvir. A vida no exterior envolve muita solidão, muito distanciamento da família no Brasil e a sensação de que muitas vezes as pessoas que ficaram no Brasil não vão te compreender. Por outro lado, os amigos que você fez no exterior não necessariamente entendem a sua história de vida. Desse modo, talvez seja importante buscar apoio psicológico pra vivenciar esse processo.


Tenha em mente que a busca por um visto de permanência ou pela cidadania representam uma jornada longa e você precisará olhar pra si mesmo nesse processo e SE CUIDAR.

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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.


Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo.


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