• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: "Vir para cá foi uma fuga.”

Updated: Mar 12


Para muitas pessoas a ida para o exterior tem a ver com todas as coisas que elas sonharam e planejaram durante muitos anos. Juntam dinheiro e fazem pesquisas para ter um planejamento mais acertado daquilo que realmente querem e muitas vezes fazem amigos virtuais no país que desejam morar, seguem vários canais no youtube e perfis no Instagram sobre aquele país. Para essas pessoas a vida no exterior é algo que foi muito bem pensado e programado durante muito tempo e que finalmente irão concretizar.


Mas para outras pessoas a ida para o exterior tem a ver com algum evento traumático que elas viveram no Brasil, como por exemplo o fim de um relacionamento ou um divórcio, e isso faz com que elas decidam mudar completamente de vida. Essa “fuga” dos problemas faz com que a vida no exterior seja ainda mais desafiadora porque não houve um planejamento tão longo. Muitas vezes as pessoas não pesquisam tão bem os aspectos culturais do país onde vão morar ou onde estão morando atualmente e isso faz com que elas encontrem algumas barreiras, dificultando sua adaptação à nova cultura.


Muitos imigrantes decidem morar no exterior por causa da sua vida profissional, pois percebem que apesar dos seus esforços não se sentem recompensados financeiramente ou não se sentem felizes com aquilo que elas estavam vivendo no Brasil. Há ainda pessoas que decidem deixar seu país de origem, pois sofreram alguma questão traumática como um assalto ou um sequestro. Essas situações infelizmente são corriqueiras no Brasil, o que acaba fazendo com que muitos brasileiros busquem mais segurança em outros países.


Os motivos que fazem as pessoas irem morar no exterior são muitos, mas com certeza todas buscam a mesma coisa: uma vida melhor. Mas é importante ter em mente que essa é uma decisão que requer cautela, pois nem sempre a nova vida “perfeita” tão almejada será um mar de rosas. Independentemente do motivo que faz com que as pessoas optem por viver no exterior, é importante que o imigrante entenda qual é a sua própria história, para que ele enxergue que a mudança geográfica não fará com que seus problemas se resolvam, pois muitos resquícios daquilo que foi vivido e que fez com que ele se mudasse para o exterior ainda permanecerão. Esses fatores têm um peso importante na hora de estabelecer a nova vida, ao fazer novas amizades, no momento de se encaixar no mercado de trabalho e, principalmente, nas questões emocionais. Por isso, é importante levar em conta o lado emocional que fez a pessoa ir para o exterior, e tentar entender se de alguma forma essas questões do passado ainda estão atrapalhando sua vida no presente. A resposta nem sempre está em fugir, em se mudar de lugar, em se mudar de país, muitas vezes é importante olhar para dentro e fazer uma viagem para o próprio interior para poder curar as feridas e então ser capaz de trilhar novos caminhos.


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Quem escreve:

Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.

Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo.

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