• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Depender de um visto é ter que provar o tempo todo que você merece estar ali”


Ao se mudar para fora do Brasil, algumas pessoas iniciam sua jornada com a ideia de permanecer por algum tempo, mas com a adaptação ao ambiente que o país de primeiro mundo proporciona, esse pensamento muda.


A sensação de segurança para circular pelas ruas e a facilidade em adquirir bens materiais, mesmo não tendo uma renda muito alta, são fatores que, adicionados à possibilidade de um dia se tornar um residente permanente ou um cidadão daquele país, fazem com que os olhos do imigrante brilhem. Por esses motivos, muitos se lançam numa jornada de busca por um visto para que ele possa ficar no país em definitivo.


Acontece que, para chegar a esse visto de residente permanente ou a cidadania, existe um longo caminho pela frente, e esse caminho é cheio de dificuldades para as quais muitas vezes o imigrante não está emocionalmente preparado.


A verdade é que, na busca por essa vida plena naquele país, ele enfrenta muitas discriminações e situações desagradáveis que ele se vê obrigado a aceitar, pois, pelo fato de ser um imigrante, não se sente capaz ir atrás dos seus direitos.


Em alguns países existe o visto de sponsor que é o visto em que o empregador vai conceder àquele imigrante a possiblidade de trabalhar na empresa por um certo período de tempo e, ao final deste período, ele poderá obter o visto de residente permanente.


Esse tipo de visto muitas vezes atrela o sonho da residência permanente àquele trabalho, e sabendo disso, muitos empregadores abusam da sua posição, tratando com desprezo e até mesmo explorando física e emocionalmente o imigrante trabalhador.


Esse tipo de situação acaba drenando a energia do imigrante, levando essa pessoa para um cenário de adoecimento físico e psíquico que pode ser muito preocupante.


Do mesmo modo, a dificuldade com o idioma ou até mesmo o sotaque de imigrante podem fazer com que o indivíduo seja alvo de discriminações no seu cotidiano. Essas micro agressões que vão se acumulando ao longo do tempo, fazem com que a pessoa comece a se sentir um intruso naquele local.


Essa sensação de não pertencimento ao lugar onde se vive pode impactar profundamente nas emoções, levando algumas pessoas ao isolamento, à depressão ou a quadros de ansiedade que podem variar de leves a graves, incluindo crises de pânico, sempre que há a necessidade de se expor em algum ambiente social.


Sofrer discriminação em ambientes comuns como supermercados e farmácias, assim como em ambientes essenciais para o gerenciamento da nossa vida, como o local de trabalho e agências bancárias podem afetar significativamente a saúde mental.


Por isso, se você está vivendo situações como essas, é importante entender que essa questão deve ser observada com cuidado e tratada de forma correta para que não evolua para quadros graves de saúde mental. Se achar necessário busque ajuda de um profissional, um psicólogo poderá te auxiliar a passar por esse momento difícil.


Se você se identificou com os assuntos tratados neste post e gostaria de aprofundar-se no autoconhecimento através da psicoterapia ONLINE, entre em contato comigo clicando aqui. Desta forma eu poderei explicar mais sobre o meu trabalho para você e você poderá tirar dúvidas sobre a psicoterapia ONLINE.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.

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