• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Hoje em dia, me sinto um estranho no ninho”

Updated: Mar 12


Em muitos momentos, as pessoas que vivem no exterior anseiam por visitar a família e estar junto com seu grupo de amigos de infância. São muitas as expectativas geradas em função desse reencontro.


Acontece que em muitos casos essas expectativas acabam sendo frustradas. Ao chegar, a pessoa percebe que muitas coisas mudaram, que tudo está diferente do que era anteriormente.


A família se reorganizou e as responsabilidades que antes eram suas dentro do seio familiar foram assumidas por outros membros da família. A pessoa se sente fora de lugar, como um estranho no ninho.


O grupo de amigos de infância, agora têm novos amigos, com os quais se divertem e confraternizam; e este é um grupo do qual você não faz mais parte. Algumas vezes o grupo de amigos até permanece o mesmo, mas no período em que você esteve fora, eles viveram muitas histórias das quais você não participou e isso também faz com que você se sinta fora do contexto.


Outra questão, é que ninguém entende ou compartilha da sua história pessoal no exterior, seus desafios, suas alegrias, suas dores. Você também mudou, seu estilo de vida é outro e algumas vezes até mesmo suas crenças e valores se modificaram nesse período em que você esteve fora do seu núcleo original.


Você foi influenciado pela nova cultura do país em que escolheu morar e acabou adquirindo novos hábitos e um novo jeito de viver; e isso é absolutamente natural que aconteça.


As pessoas que ficaram no Brasil, mesmo tendo passado por novas experiências e tendo evoluído de alguma maneira, permaneceram no mesmo lugar, convivendo com as mesmas pessoas... isso faz com que a mudança deles, na maioria dos casos, não seja tão grande quanto a sua.


Pode ser que você perceba que as pessoas continuam as mesmas, com os mesmos defeitos e problemas de antes, enquanto que você foi desafiado a mudar a sua maneira de ser e de pensar para se encaixar em novos contextos culturais e relacionais.


Nesse momento, o sentimento de ser um estranho no ninho chega de forma avassaladora. Por isso, muitas pessoas tendem a se sentir tristes e desapontadas com a visita ao Brasil, visto que foi criada uma expectativa muito grande dessas férias junto aos seus.


É necessário entender que cada pessoa tem sua trajetória, e cada trajetória tem seus pontos positivos e negativos. Pode ser que você não se conecte mais com sua família e seus amigos da mesma forma que antes, mas é possível que você encontre novas maneiras de se conectar com eles.


Demonstre interesse em saber sobre as mudanças na vida da sua família e amigos e conte a eles sobre as transformações que aconteceram na sua vida. Procure usar o tempo para compartilhar as lembranças positivas de tudo que foi vivido com eles anteriormente.


É muito importante que o sentimento de não-pertencimento seja acompanhado de perto... busque entender como essas diferenças que se apresentam estão impactando o seu emocional.


Muitas vezes a tentativa de reconexão como foi sugerido pode não funcionar, fazendo com que você se sinta ainda mais fora do seu lugar, gerando angústia, tristeza e solidão. Nesse caso, a ajuda de um profissional pode ser extremamente necessária.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a auto-regulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.

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