• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: “Meu relacionamento se tornou abusivo.”

Updated: Mar 12


Muitas pessoas que saem do Brasil e têm um relacionamento ou que desenvolvem um relacionamento fora do Brasil acabam considerando essa pessoa com quem se relacionam como referência para tudo. A realidade é que você está muito longe da sua rede de apoio e de sua família... os amigos que você fez no país novo são pessoas que não entendem muito a sua história de vida, e não conhecem tão profundamente as suas dores.  Os seus amigos que ficaram no Brasil não entendem os problemas que você enfrenta morando no exterior e talvez alguns desses até achem que sua vida é perfeita porque você mora fora. Para eles, é difícil enxergar as nuances de dificuldade que estão envolvidas na vida de quem decidiu morar no exterior. Então, nesse contexto de afastamento da rede de apoio, o relacionamento amoroso, seja ele um relacionamento com brasileiro ou estrangeiro que você conheceu fora, ou que já foi com você para o exterior, acaba se tornando seu único ponto de apoio; a única pessoa que está com você quando você mais precisa no dia a dia. Com essa pessoa você compartilha suas dores, seus momentos de lazer, e essa pessoa vai ganhando um lugar cada vez mais essencial na sua vida.


Nos relacionamentos saudáveis isso se equilibra porque a pessoa entende essas necessidades emocionais e sabe que você está passando por um momento difícil, por isso vai te dar o suporte ou apoio necessário para aquele momento, vai te incentivar, te colocar para cima, facilitar sua rede de amizade para que você tenha outros ciclos com outros amigos e possa expandir as possibilidades de interação. Mas, muitas vezes aquela outra pessoa com quem você se relaciona não está em um momento mental muito bom. Ela também tem suas questões psicológicas que fazem com que ela observe você nesse momento de fragilidade e tome proveito desses movimentos. Ela começa a querer ser uma pessoa totalitária e com frequência abusa psicologicamente desse lugar que ela está tomando na sua vida, esse lugar de referência, de suporte, de apoio. Muitas vezes esse parceiro começa a te colocar para baixo, falar coisas que não são legais a respeito de você, que podem afetar a sua autoestima sobre o seu corpo, sobre a sua fluência na língua, sobre o quanto você está demandando tempo de escuta, sobre como financeiramente tem sido difícil “carregar você nas costas”.


Muitas pessoas que estão passando por essa situação não se dão conta de que esse relacionamento se tornou abusivo pela vulnerabilidade de um e pela dificuldade de lidar com a vulnerabilidade do outro. Então é importante que as pessoas que estejam vivendo um momento assim possam reconhecer que estão vivendo abusos psicológicos, que são os primeiros que aparecem. Às vezes até mesmo os primeiros indícios de violência física, como empurrões e beliscões podem ter aparecido. Por isso é importante que essas pessoas identifiquem que estão em um relacionamento abusivo e que elas recorram a sua rede de apoio. Mesmo que distante, tenha certeza de que há um ouvido ou um ombro amigo na sua família, nas suas amizades e, às vezes, até mesmo em pessoas que nem são tão próximas, mas podem dar algum insight sobre como lidar com aquela situação. Se essa pessoa sente que realmente não tem ninguém, tem sempre uma rede de apoio para situações mais graves como a polícia, um canal de denúncia de violência doméstica ou de prevenção ao suicídio no país que escolheram viver. E se elas identificam que estão muito perdidas num relacionamento abusivo, que não sabem como sair dele, e que realmente não tem forças suficientes nem para identificar o que está acontecendo e nem para sair da situação, é hora de buscar apoio psicológico. É importante você saber que não está só nesse momento, pois você pode além de buscar os canais de apoio presencialmente no seu país ou via telefone, também pode buscar a terapia online.


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Quem escreve:

Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.

Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo.

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