• Dra. Camila Couto e Cruz

O que se passa em um coração ansioso?

Updated: Mar 12


Estamos vivendo em uma sociedade que praticamente nos obriga a viver no modo acelerado: precisamos ser e fazer mil coisas ao mesmo tempo, tudo tem que ser pra ontem e estamos sempre atrasados. Uma eterna competição uns com os outros, na qual nem sabemos por que estamos competindo. Todo esse cenário acaba gerando diversos problemas psicológicos e até físicos. A ansiedade é o mal do século, isso já sabemos. Todos nós convivemos com, no mínimo, uma pessoa que está sempre remoendo o passado, preocupada com o futuro e longe do presente (isso se não somos nós mesmos essa pessoa). Além de lidar com os problemas reais, o ansioso também cria situações imaginárias, coisas que poderiam – mas provavelmente não vão – acontecer. Conviver com a ansiedade é um grande desafio e pode trazer muitas consequências para a vida dos ansiosos, principalmente quando se trata de relacionamentos amorosos.


É comum que pessoas que sofrem com ansiedade tenham uma grande dificuldade para estar, e principalmente se manter, em um relacionamento saudável. Os motivos são vários. Normalmente, o ansioso traz consigo uma carga de relacionamentos anteriores. Brigas, sofrimento, traição, desconfiança... é muito comum não conseguir desligar-se das mágoas do passado e refletir esses traumas nos envolvimentos seguintes. O ansioso pode passar noites em claro revisitando as situações ocorridas no passado e preocupando-se que possam ocorrer novamente. Além disso, o senso de urgência que a ansiedade traz pode ser muito angustiante. O ansioso tem dificuldade de lidar com o tempo das coisas. Tudo precisa correr de acordo com o seu próprio relógio.


No âmbito dos relacionamentos amorosos, vivemos em um momento no qual as relações são líquidas, praticamente descartáveis. Agora pense como é pra um coração ansioso e inquieto viver uma relação assim. Você conhece alguém, vocês começam a conversar, saem juntos e a partir daí expectativas são criadas. Parece normal, né? Pode até parecer, mas pra um ansioso esse processo pode se tornar um verdadeiro inferno. Ao invés de curtir esse momento gostoso que é o início de uma relação, a pessoa passa a projetar diversas situações futuras, criar um excesso de preocupação desnecessário e, muitas vezes, com coisas pequenas como: o retorno de uma mensagem que demorou a chegar, um convite pra sair, entre outros. Pessoas com esse tipo de comportamento podem criar uma certa dependência emocional do seu parceiro.


Se você se enxergou em algumas atitudes citadas acima e acredita que em muitos momentos acaba exagerando nos sentimentos e emoções, criando situações imaginárias e preocupações desnecessárias que acabam prejudicando sua relação, é provável que você tenha um coração ansioso. O primeiro passo é identificar esse comportamento e se olhar com compaixão, acolhendo a si mesmo. Lembre-se de não depositar no outro as responsabilidades de cuidar do seu coração ansioso. A responsabilidade de cuidar dele, é do dono dele. E o dono dele é você que está lendo esse texto. Fortaleça seus laços familiares e de amizade, mas principalmente, a sua ligação consigo mesma e o seu amor próprio.


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Quem escreve:

Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.

Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo.

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