• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: "engordei muito desde que cheguei aqui"

Updated: Mar 12


A mudança de país vem acompanhada de uma grande transformação nos hábitos alimentares dos brasileiros. No Brasil, a maioria das pessoas está acostumada a ter refeições equilibradas, que são preparadas com todo cuidado, em casa.


Sabemos que o prato básico do brasileiro (arroz, feijão, carne e salada), é a comida mais presente nas mesas das famílias, e é constituído de ingredientes adequados a uma alimentação balanceada.


Fora do país, a realidade é outra. O hábito de se cozinhar em casa não é comum e, além disso, há uma supervalorização de comidas congeladas, pratos prontos, comidas industrializadas e/ou fast-food. A grande preocupação dessa mudança alimentar é que em algum momento poderá afetar a saúde, principalmente no que diz respeito ao ganho de peso.


Em outra perspectiva, a estrutura familiar que muitos tinham no Brasil lhes proporcionava algumas facilidades. Ter um funcionário em casa ou um membro da família para cozinhar, enquanto se ocupavam de outras atividades, são exemplos disso.


Essas comodidades acabavam fazendo com que a muita gente não se interessasse em adquirir habilidade culinária. Em contrapartida, quando se mudam para fora do país, essas pessoas se veem responsáveis por todas as atividades que antes eram compartilhadas.


Vivendo em uma rotina árdua de trabalho e estudos, ou por não saber cozinhar, elas recorrem a formas de alimentação mais práticas e rápidas (delivery). Porém, estas são, geralmente, opções pouco saudáveis e bem calóricas.


O fato de não saber cozinhar ou não ter com quem dividir as tarefas domésticas em outro país, são algumas razões que contribuem para que as pessoas se afastem da alimentação considerada ideal para a saúde, criando assim, uma relação ruim e desproporcional com a comida.


Neste aspecto, vale observar, se há uma tendência a compulsão alimentar, pois fatores psicológicos, como a ansiedade e a mudança na rotina, podem desencadear um problema mais sério.


As alterações no corpo com o ganho de peso também tendem a refletir na saúde mental e afetar a autoestima. Por isso, é importante entender as razões que estão te levando a essa nova realidade.


Muitas pessoas acabam se privando de momentos com amigos, deixam de visitar familiares no Brasil e evitam passeios a lugares onde possam ser julgadas pelo seu físico. Isto é, deixam de viver situações que proporcionariam uma melhor qualidade de vida e bem-estar. Alguns casos, inclusive, acabam evoluindo para um isolamento social drástico.


Se você perceber que está se sentindo mal em relação ao seu corpo, a ponto de se manter recluso ou evitando até mesmo contato com seus familiares e amigos, é importante repensar outras formas para se ter uma mais vida saudável.


O apoio profissional, de um nutricionista e de um psicoterapeuta, também são recomendados para aprimorar o autoconhecimento e conseguir fazer as mudanças necessárias nesse processo.


Se você se identificou com os assuntos tratados neste post e gostaria de aprofundar-se no autoconhecimento através da psicoterapia ONLINE, entre em contato comigo clicando aqui. Desta forma eu poderei explicar mais sobre o meu trabalho para você e você poderá tirar dúvidas sobre a psicoterapia ONLINE.


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Quem escreve:


Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e doutorado em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online, sem nenhum custo, clicando aqui.

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